sábado, 21 de maio de 2011

Quanto tempo se pode passar sem escrever, e ainda assim.
A escrita é sempre a última opção, a mais oculta.

Ainda assim. é ela que está aí , assombrada.Onde ?

nada a cala. Ela é maior que,
maior que eu que estou aqui, maior que vc que não está aí.
Ela está. Ela é.

Eu falo sozinha. Bebo. Existo.Todos. É irrelevante.
Está aonde?
Olho para todos os lados. Olho para mim. Não vejo nada. Onde?

Eu preciso continuar um projeto em Ruínas. Um buraco ENORME.

Que saudade. Que nada. Que isso?
Peu peut peut-être;
vais veut veux vez.

Mais um respiro. um suspiro. Um. seul; Céu

Azul Demora o negro.
Saudade é uma palavra que só existe em português. Sintoma de que ela não existe.?

mes fênetres.
Nos porta-copos sopros da cultura ocidental. Na minha cabeça, o vazio de quem não sabe mas queria tanto.

Uma vez tive CORAGEM. faz tempo demais. Não me lembro.

terça-feira, 17 de maio de 2011

O que é de fato imperdível?
algo é preciso mais que tudo, e uma coisa, o fazer e o não fazer andam tão juntas que é impossível explicar. Então sou quem faz tanto e quem não faz nada.
ligação entre não fazer nada e o que eu devo ser.
não posso não fazer nada, e contudo, não posso senão fazer nada.

um desvio é o achado. um desejo é tudo que preciso pra me distrair. e achar, finalmente. entre as várias horas de leitura. posso fazer muito, posso ser nada. Rio,
e também posso chorar.

Daqui, vejo o fim de Paris.

sábado, 30 de abril de 2011

Aquela conexão com o que de fato há. Não. não queria que isto também fosse sugado.Não queria perder mais uma vez.
Mas não tenho nada pra oferecer. Minha vida é somente um grande vazio . Não consigo ser objetiva nem subjetiva.
Não me reconheço no que quero. Não me reconheço no que tenho.

Sou como bolas de sabão.

terça-feira, 19 de abril de 2011

;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;azul
latitude incrível, e uma primavera. O que nasce?

domingo, 3 de abril de 2011

Eu expando, logo sou.

Mas nunca existi, a não ser em alguma história que eu mesmo inventei pra distrair do tédio que me causa a existência, tão grosseira e cansativa.

Por que é tão provisório este ser de parte alguma, este não-lugar, esta estrada...

Não tenho casa e me lanço.Enlaço.

Eterna fixação nas possibilidades infinitas que se abrem a um horizonte vazio e azul.

Sem amargura.

Sei que ser partido é ter que partir sempre rumo a vastidão inalcançável.

Este mundo entremundos...sem limites, sem finalidade.

Esta margem do meio...

Esta ânsia que é azia e gozo.

Este maremoto que causo todos os dias em um copo d’água.

Este teu sorriso quase velado, teu silêncio, teus olhos e suas mãos...Não, não é paixão. È mais um repousar ardente, efêmero, no inefável.

_ não faz sentido.

Eu sei

quarta-feira, 9 de março de 2011

Saudade é uma palavra-abismo.



Evoca um redemoinho num fundo lamacento e
não diz nada.

sábado, 5 de março de 2011

Pela manhã tenho as pálbebras
sorrindo às gargalhadas.

talvez seja inútil, mas sigo catalogando meu "sentimento-de-mundo" em pequenas poses plásticas.
Como um condenado, embalsamo pequenos pudores, os manipulo, pinço, distorço, reduzo.
Ou, dizendo secamente, me aproximo daquilo que, como coração desvairado e vagabundo, não pode deixar de ser o VAZIO sensível e orgulhoso.

Sim, o mundo inteiro está morrendo. A intimidade abraça a intriga.
O carnaval adentra o corpo que, para suportar, clama por álcool. O carnaval é como uma lente de aumento para a miséria particular.

é sobretudo neste momento.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Te encontro nas salas obscuras, de grandes egos e pequenas almas...... do nada, e é.
Primeiro uma diversão. Depois, uma surpresa.
Um medo. Uma alegria.
Encanto.
E o abismo do pouco-tempo-muita-distância.

O que poderá conter essa fúria, se recíproca?


Puro desperdício. Lugar nenhum como destino.



Delícia.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Tempo

Coisas
Pessoas
que nunca mais vi. Algo que não é, outra vez.
Algo que lhe opõe. Algo que renuncia.
E, jamais.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Estou pra poucos amigos.

A situação sem solo provoca dois labirintos: um como ansiedade , outro como tédio.




Profundamente superficiais.


Janeiro é uma porcaria de mês sem graça.