terça-feira, 13 de setembro de 2011
Eu pareço horrível, toda esticada que estou. Toda amassada. Toda no limite de quem eu sabia ter sido. Toda em silêncio. Toda ouvidos. Toda errada. Toda sem solução. Toda esquisita. Quem agora? tá, eu sei que todas as pessoas são o paradoxo de um infinito delimitado. Mas nada me acalma.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
sexta-feira, 24 de junho de 2011
sábado, 21 de maio de 2011
terça-feira, 17 de maio de 2011
sábado, 30 de abril de 2011
terça-feira, 19 de abril de 2011
domingo, 3 de abril de 2011
Eu expando, logo sou.
Mas nunca existi, a não ser em alguma história que eu mesmo inventei pra distrair do tédio que me causa a existência, tão grosseira e cansativa.
Por que é tão provisório este ser de parte alguma, este não-lugar, esta estrada...
Não tenho casa e me lanço.Enlaço.
Eterna fixação nas possibilidades infinitas que se abrem a um horizonte vazio e azul.
Sem amargura.
Sei que ser partido é ter que partir sempre rumo a vastidão inalcançável.
Este mundo entremundos...sem limites, sem finalidade.
Esta margem do meio...
Esta ânsia que é azia e gozo.
Este maremoto que causo todos os dias em um copo d’água.
Este teu sorriso quase velado, teu silêncio, teus olhos e suas mãos...Não, não é paixão. È mais um repousar ardente, efêmero, no inefável.
_ não faz sentido.
quarta-feira, 9 de março de 2011
sábado, 5 de março de 2011
sorrindo às gargalhadas.
talvez seja inútil, mas sigo catalogando meu "sentimento-de-mundo" em pequenas poses plásticas.
Como um condenado, embalsamo pequenos pudores, os manipulo, pinço, distorço, reduzo.
Ou, dizendo secamente, me aproximo daquilo que, como coração desvairado e vagabundo, não pode deixar de ser o VAZIO sensível e orgulhoso.
Sim, o mundo inteiro está morrendo. A intimidade abraça a intriga.
O carnaval adentra o corpo que, para suportar, clama por álcool. O carnaval é como uma lente de aumento para a miséria particular.
é sobretudo neste momento.