domingo, 30 de maio de 2010

FESTA

Leve suspensão aquela em que
a Violência e a Mentira, nossa formatação usual,
submergi.

ocasiÃo

entre o fetiche da adaptação e a dureza da perversidade, o encanto doce de ser beijada por um desconhecido.

terça-feira, 11 de maio de 2010

no fundo, já esqueci. no fundo estou feliz, em outra.
no fundo há sempre recomeço.


mas no fundo, é sempre um fundo-falso.

sábado, 8 de maio de 2010

- a essência do verdadeiro amor é ser a espera de si mesmo.




Esse lugar. Rio
que cava sua solidão no espelho,
A que devemos bem que mais que a vida - já que no furor das imagens que nos tira, distribui
Coragem e
Silêncio.

sábado, 27 de março de 2010

Nunca sofreu de Perda do brilho dos olhos.

NA sua idade, a lâmina perpassa a pele mas tudo fica vivo, não há cortes. No
entanto,
tanto sangue.

sintomas, sintomas, sintomas. dentro da noite, dentro do dia, dentro da vulva, dentro da vida.

estava em cima do ponto em que se reconhece e se desconhece cada loucura.
às vezes tinha compaixão, Todo dia não.

Tinha um pouco de dor de cabeça, e vontade de sumir. Queria também encontrar. Ainda tinha entendido que nada há que não esteja destinado ao aniquilamento completo e definitivo.

E vivia com a alegria intima e inconfessável de ver.

sábado, 20 de março de 2010

Houve um tempo em que o tempo era remédio pra tudo.
O tempo já foi esse teto tranquilo. em que se podia confiar.

hoje o tempo é espaço. E nele tudo é um todo, plasticidade violenta e sem pudor.
o fim do mundo.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

apesar de,
tanto.
tudo não pode ser.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

sim, eu sei.
sei também que de nada adianta sabÊ-lo.
prolongamentos e fugas.
dia amarelo e quente, pasmo.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

essa transparência, levemente turva, que ostento sem maiores pretensões.
ou esse tremor, saudade fechada e limitada
Espelho vazio.
Se a Palavra é solitária,
o sentimento é inexistente?

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

BILHETE entregue a ninguém:


Devolvo os livros. Agradeço. Também o guarda chuva, o papel de pão, a caneta,
o cinzeiro, o sofá. ah, claro... o pijama. O suspiro.

me diverti bastante.


um beijo e uma dúvida com relação à saudade.
A.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

é porque tenho esse pequeno desespero dentro de mim.
tudo começa assim. Depois o olho se perde, se perde o olhar. algo acontece. palavras acontecem. elas despencam mas não consolam. e mundo continua vulgar, feio, grosseiro, como um pesadelo. e sofro. tanto. me enterro em letras, bebidas, letras. continuo com nojo de tudo em volta. qurro não estar aqui, e em nenhum lugar. quero o lugar nenhum. e tento me conectar. ter vida normal; mas as pessoas que me cercam são absolutamente entediantes. ou sou eu?
nem estou triste. nada deu errado. tudo continua bem. entretanto.... ah. entretanto. queria tanto. e se eu....posso?
é porque tenho esse pequeno desespero dentro de mim. ele não tem uma forma.quem dera tivesse um nome, um rosto. mas não. meu desespero é meu porque o sinto, mas sou dele na verdade. tudo que acontece comigo passou por ele. fonte pra dentro. tento compreendê-lo para amansá-lo, amá-lo. mas já o amo e sou. meu desespero, meu pequeno desespero. é tudo que tenho.