domingo, 26 de setembro de 2010

dia aberto na terra arrasada.
domingo

sem saudade todo cultivo é às avessas?



Resta uma fome, J.?
o que foi, se foi. resta. mas também parte.
Ler compulsivamente o mesmo poema.

ter esse repúdio pelo extravagante.

gostar do mar.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Tudo não pode ser, senão, um fracasso.

presságio, verdade.

é o naufrágio que aguarda, ao longe. severo profundo sombrio.
acalento intermitente.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

posição empenhada. Fico ali assistindo vc virar outra coisa, em mim. Do em -si ao para-si, todos diriam, há uma festa. Para mim há uma cavidade que se esgota.
minha vida caminha em L. like a horse.
em duvida se , caso fosse, um cavalo ou um bispo. ou ainda, um cavalo que quer ser bispo, ou um bispo que almeja um cavalo. Para sair, como o menino e burrinho azul, doce infância, perdidos por um sem fim de jardim.
mas é vida é árdua, é outra. é, ainda.

me detenho pensando. As carências e as carícias. tudo isso faz ( muito mal a)o homem.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

não sonho. Eu não estou aqui por você.
saiba

foi tudo real mas em sua desmedida.


caso eu me atreva, nessas linhas, à saltos mortais, ainda assim.

saiba, há uma cicatriz com teu nome.
atributos diabólicos, doenças sem cura, arte de não ter sido. minhas parcas posses.


saudade como um olhar desviante. nossos olhos sorriem na distância?
Umbral.
Alcova.
meus olhos não conseguem encontrar outros que não os teus.

terça-feira, 8 de junho de 2010

anseio é a dor da proximidade de uma distância.





Ponte ou habitação?

domingo, 30 de maio de 2010

FESTA

Leve suspensão aquela em que
a Violência e a Mentira, nossa formatação usual,
submergi.

ocasiÃo

entre o fetiche da adaptação e a dureza da perversidade, o encanto doce de ser beijada por um desconhecido.

terça-feira, 11 de maio de 2010

no fundo, já esqueci. no fundo estou feliz, em outra.
no fundo há sempre recomeço.


mas no fundo, é sempre um fundo-falso.

sábado, 8 de maio de 2010

- a essência do verdadeiro amor é ser a espera de si mesmo.




Esse lugar. Rio
que cava sua solidão no espelho,
A que devemos bem que mais que a vida - já que no furor das imagens que nos tira, distribui
Coragem e
Silêncio.

sábado, 27 de março de 2010

Nunca sofreu de Perda do brilho dos olhos.

NA sua idade, a lâmina perpassa a pele mas tudo fica vivo, não há cortes. No
entanto,
tanto sangue.

sintomas, sintomas, sintomas. dentro da noite, dentro do dia, dentro da vulva, dentro da vida.

estava em cima do ponto em que se reconhece e se desconhece cada loucura.
às vezes tinha compaixão, Todo dia não.

Tinha um pouco de dor de cabeça, e vontade de sumir. Queria também encontrar. Ainda tinha entendido que nada há que não esteja destinado ao aniquilamento completo e definitivo.

E vivia com a alegria intima e inconfessável de ver.