quinta-feira, 21 de maio de 2015

Na verdade, não.
Nem um mar de serotonina seria suficiente para tanto amargo na boca e tanto aperto na garganta. Tanto vazio.

terça-feira, 19 de maio de 2015

( sentimentos, pós-ducha, sob efeitos químicos de 40 minutos de corrida na praia):

E se for simples manter-se aberto
ante um mundo desprovido de sentido.
Algo simples e denso. Cozinhar, sorrir, transar. Correr. Ver o mar.
Manter-se aberto e contente.
Por que  a vida termina mal, e o mundo é com certeza horroroso, e todos os trabalhos são fontes de uma grande insatisfação.  Todavia, igualmente é certo que todo fim e finalidade podem ser adiados, aliviados, repensados, reinterpretados, ultrapassados, gozados.
Somente a última respiração é uma solução e um problema insolúvel. e justamente essa é a única coisa que vale a pena tentar entender.


segunda-feira, 11 de maio de 2015

O caminho do improvável  perde força mas nunca
a resistência. É composto de
desejo de
ser
prisioneiro voluntário, hóspede e senhor, déspota da liberdade, singular e não solitário.
Esse é um estado de Agregação aparentemente desesperador
Abraça-se a si mesmo, faz tocar os dedos. é corpo ainda e ele fala.  

 

terça-feira, 28 de abril de 2015


- o tempo todo era apenas isso. Ir embora. Não, fique. Um mês e um dia.
- Isso quer dizer alguma coisa.
- Cosme Velho ou cosmos pleno?
- o abandono. Toda angústia tem uma cor.
- O azul do facebook me deprime.
-  O laranja fogo que solta das páginas de João da Cruz também.
- A bandejinha verdade de plástico que envolve os alimentos orgânicos.
- O branco da guimba de cigarro.
-  a variação amarelo-ocre dos certificados escolares.
- Eu acho legítimo a construção de um refúgio na esfera privada.
- No fundo, se encolher não é diferente de se esconder.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Assegurada a ração diária,
o mundo se transforma no mudo movimento
em mim.

desejo: a melodia das coisas e a consciência das palavras.

domingo, 5 de abril de 2015

Penso compulsivamente nos pulmões.
Tomar o ar
do mundo, como se fosse meu, sem dor.

sábado, 4 de abril de 2015

Será possível Sem fantasias?
Eu me alegraria agora, como antes, com tão pouco.
Mal saímos do lugar e já estamos no outono. E é o mesmo chão a desabar a cada segunda-feira, a cada quinto dia útil. Nem eu mesmo me importo.

Eu não sei se quero você.

terça-feira, 24 de março de 2015



No espelho: um ceticismo que tudo deforma. Deixa ver, nos outros, um pêndulo que vai do oportunismo à ingenuidade. Numa ponta, o cinismo. Na outra, a autoilusão.

Em mim, esse nada. esse tanto faz, esse fodas.
Balde chutado,
cuidadosamente.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Como assumir a forma do destino?
naufrágio.
ilusões, hábitos, pulsões e clichês. tudo esquecimento, tudo poesia.

tudo se move sob um alto grau de incerteza nessa base afetivo-filosófica des-fundamentada. Dinamicidade incapaz de assumir uma direção. Vamos lá?
não, não vou não.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Adoro jogos de tabuleiro.
Mas o professor me diz que tudo é consumo e violência.

Caio em uma perplexidade sem solução. Membros deformados. Mente aberta e vazia.
Céus.
Seria eu um simbolo de um gosto bizarro e...
cativante?

Qualquer um pode qualificar de cinismo o que escrevo aqui. Mas nunca poderão me chamar de hipócrita.