Em menos de 20 anos tudo ficou na mesma, na mesma falta absurda de graça, no mesmo sem espaço e muito tempo, na mesma falta de ação.
e um horizonte todo incrível transformou-se em querer ser funcionário público, pagar 30% de IR, ser um burro de carga burocratizante que compensa sua pequenez obstruindo a vida dos outros.
Vida de merda, num mundo de merda.
sexta-feira, 6 de junho de 2014
sábado, 26 de abril de 2014
Uma vez bem formuladas, todas as questões deixam como único horizonte o fatalismo ou tédio.
O in-between, as dobras, a margem, a fronteira, a diferença, a embriaguez, o intertexto, variantes para o tédio.
O fatalismo ainda esconde o escândalo do "é assim mesmo".
Escreve pouco: andar em círculos não tem o mesmo charme da serpente de Valéry. Mas deixa-te desdobrar a ti mesmo, incansável. Porque, afinal, não tem para onde ir.
O in-between, as dobras, a margem, a fronteira, a diferença, a embriaguez, o intertexto, variantes para o tédio.
O fatalismo ainda esconde o escândalo do "é assim mesmo".
Escreve pouco: andar em círculos não tem o mesmo charme da serpente de Valéry. Mas deixa-te desdobrar a ti mesmo, incansável. Porque, afinal, não tem para onde ir.
segunda-feira, 24 de março de 2014
Estudos:
Posto que:
O mundo não pode ser originalmente belo.
a natureza das coisas, a variedade do mundo, a fraqueza do homem,
o tédio, o sentimento de abandono e solidão, a angústia de um destino frustrado,
a fúria cega do amor, o absoluto negro do ódio, ruínas sangrentas,
universo de silêncio,
horror das maiores desgraças
Onde a opressão não é uma figura de retórica: Tudo é Teoria.
Posto que:
O mundo não pode ser originalmente belo.
a natureza das coisas, a variedade do mundo, a fraqueza do homem,
o tédio, o sentimento de abandono e solidão, a angústia de um destino frustrado,
a fúria cega do amor, o absoluto negro do ódio, ruínas sangrentas,
universo de silêncio,
horror das maiores desgraças
Onde a opressão não é uma figura de retórica: Tudo é Teoria.
terça-feira, 18 de março de 2014
Os homens não podem estar tranquilos, não podem dormir. Não porque a inquietude seja bela ou fecunda, mas simplesmente porque não se escapa ao tétrico: ele está lá, nas cantigas de ninar, nos amores perfeitos, nas amizades eternas, nos ótimos empregos e nas famílias felizes. Ele também está na crítica pedagógica daqueles que insistem em dizer como seria melhor se do jeito que eles pensam ou sentem. E nas promessas. Nas alianças. Nos corredores das escolas. Nas poesias de meninas que deveriam ter ganho um piano ao nascer e em seus casamentos. Nas bochechas fofas dos filhinhos. Democrático, está nos corações que pensam ser possível, globalmente, escapar ao rancor e, igualmente, naqueles que querem que a força bruta seja o meio para a "outra coisa".
A decisão preparada pela angústia ao engajamento é a tristeza dos olhos da coruja de Minerva.
A decisão preparada pela angústia ao engajamento é a tristeza dos olhos da coruja de Minerva.
sexta-feira, 7 de março de 2014
domingo, 12 de janeiro de 2014
Janeiro perdido.
O gato dorme faz uma eternidade.
A pesquisa é imensa. Horas e horas de bunda quadrada. Espírito tranquilo. Se fosse somente isso, seria tão fácil viver. O amor na janela e a vida na esquina. E eu e os livros. Surf virtual e café rigorosamente de 3 em 3 horas. Corridinha religiosa: suar faz bem ao cérebro. Um pratinho no self-service - seria redundante cozinhar no calor. Recomendações médicas. Lá fora o dia lindo ainda mais que o vejo daqui, da sibéria. O Rio escandalosamente quente é um retrato distante.Olho de longe e não entendo.
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
domingo, 1 de setembro de 2013
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Será que fui expulso da Comunidade? É certo que se lá estive, algum dia, foi de uma maneira muito marginal. De soslaio. Como Turista ou Pesquisador ou Mendigo.
Tantos Coletivos. Tanta Crença. Tanto Amor.
E o que faço com minha pouca-fé?
Seja com a roupagem New age, pós-moderna, ou escancaradamente mergulhada no buraco do cristianismo primitivo, a Comunidade me inspira Ressalva.
O que temos, de fato, em comum? Compartilhamos algo velado ou inexistente?
Difícil decisão entre o místico e o cético.
Tantos Coletivos. Tanta Crença. Tanto Amor.
E o que faço com minha pouca-fé?
Seja com a roupagem New age, pós-moderna, ou escancaradamente mergulhada no buraco do cristianismo primitivo, a Comunidade me inspira Ressalva.
O que temos, de fato, em comum? Compartilhamos algo velado ou inexistente?
Difícil decisão entre o místico e o cético.
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