sábado, 30 de agosto de 2014

Azedo. Corta. Negocia. Refaz. Viaja. Bebe. Prêmio. Prêmio? Prêmio... caminho em linha reta. Dura. Empacota, chora. Vida que continua, via na linha que corta. Corta. Empacota, desempacota. Perde. Perde muito, muita coisa. Chega.Espaço novo, espaço em branco, alumbre. Repousa. Espera.
Continua,
Bebe.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

O mais importante, em risco.

corte cego na espera de ser poda
não aniquilação.

Encontrei uma receita de doce de leite azedo.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Passos erráticos. Pistas falsas. Faustos cabisbaixos.
Quem se dispõe verdadeiramente a entender seu despojamento?

O imobilismo da decadência deixa como brecha  dançar consigo mesmo.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Talvez sejam os hormônios que me levem para fora desse meu lugar de sempre, afundamento, sofreguidão.
a dor do choque dos pés no chão, a cada passo. Até que ponto não somos o fingimento sincero com que nos expomos?
Avessos e solidários.

Eu precisei me resolver sozinha,
-  mas a autopsia sempre requer duas mãos direitas.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Espero pelo tempo enquanto ainda me lembro de esquecer. Pensar em não pensar é igualmente pensar sobre pensar: tédio e auto-reflexão tem a mesma emergência, a mesma raiz. Enquanto  sujo todos os pedaços de significados, vejo minhas unhas se encherem da terra preta do buraco:
Releio frases patéticas na janela branca e estúpida.
 domingo ainda é um dia ruim.



sexta-feira, 6 de junho de 2014

Em menos de 20 anos tudo ficou na mesma, na mesma falta absurda de graça, no mesmo sem espaço e muito tempo, na mesma falta de ação.

e um horizonte todo incrível transformou-se em querer ser funcionário público, pagar 30% de IR, ser um burro de carga burocratizante que compensa sua pequenez obstruindo a vida dos outros.



Vida de merda, num mundo de merda.

sábado, 26 de abril de 2014

Uma vez bem formuladas, todas as questões deixam como único horizonte o fatalismo ou tédio. 
O in-between, as dobras, a margem, a fronteira, a diferença, a embriaguez, o intertexto, variantes para o tédio.
O fatalismo ainda esconde o escândalo do "é assim mesmo".  

 Escreve pouco: andar em círculos não tem o mesmo charme da serpente de Valéry. Mas deixa-te desdobrar a ti mesmo, incansável. Porque, afinal, não tem para onde ir.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Estudos:
Posto que:
O mundo não pode ser originalmente belo.
a natureza das coisas, a variedade do mundo, a fraqueza do homem,
o tédio, o sentimento de abandono e solidão, a angústia de um destino frustrado,
a fúria cega do amor, o absoluto negro do ódio, ruínas sangrentas,
universo de silêncio,
horror das maiores desgraças
Onde a opressão não é uma figura de retórica:   Tudo é Teoria.

terça-feira, 18 de março de 2014

Os homens não podem estar tranquilos,  não podem dormir. Não porque a inquietude seja bela ou fecunda, mas simplesmente porque não se escapa ao tétrico: ele está lá, nas cantigas de ninar, nos amores perfeitos, nas amizades eternas, nos ótimos empregos e nas famílias felizes. Ele também está na crítica pedagógica daqueles que insistem em dizer como seria melhor se do jeito que eles pensam ou sentem. E nas promessas. Nas alianças. Nos corredores das escolas. Nas poesias de meninas que deveriam ter ganho um piano ao nascer e em seus casamentos. Nas bochechas fofas dos filhinhos. Democrático, está nos corações que pensam ser possível, globalmente, escapar ao rancor e, igualmente, naqueles que querem que a força bruta seja o meio para a "outra coisa".
A decisão preparada pela angústia ao engajamento é a tristeza dos olhos da coruja de Minerva.

sexta-feira, 7 de março de 2014

2014.
já foi tanto. mais que muitos.
mas faltam ainda: sempre trabalho.

Um desejo: anamnese  = forte  potência- amplo campo de análise do mundo, das ações, de  mim.

e baixa capacidade de ressentimento.