quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Foda-se o inferno lá fora: Eu Chovo.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

café
bus
cemitério


experiências de igualdade.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

A história é sempre a mesma.
a gente reconta.

vai vendo o fim e refazendo,
reavendo
revendo;
reafirmando o que falta.
O que há, há de menos.


domingo, 14 de dezembro de 2014

en revanche. Por outro lado, Porque a cidade é inseparável de suas migalhas.

história aos tropeços.
um ônibus que sempre leva ao lugar errado.

sempre tanta coisa acontecendo.

Realizar o sentido sem seta.
Tem de ser um viver sem porquê.


segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Um nota sobre esse dia.

Pois bem,
mais um ano.

essa coisa estranha chamada
Aniversário
sempre um ótimo e imperdível motivo para juntar-se  aos companheiros próximos e beber ( o que venho fazendo com exímia perfeição há dias) por reunir todas as duas boas razões pelas quais a vida é impossível sem beber:
perdemos  e ganhamos.
No fim, é um tipo de poder que não se contenta, e que por isso recobra sua existência a cada vez que é necessário reinventar-se.
E esse ano foram muitas as vezes em que tive que me mover por entre
 as discretas fronteiras entre o que imaginamos e o que ainda não imaginamos.

Apesar de tudo, foi um ótimo ano.
(Por examplo,  o maior problema nesse momento é descobrir como tirar mancha de vinho tinto do carpete do pequeno quarto alugado em Paris.)

sábado, 27 de setembro de 2014

o caminho vai do que lhe pertence ao que me pertence.

isso é um homem. Ele corre. para o que quer, ou do quer.
risco iminente de não escapar a sua precariedade.

Beckett me assombra.
 : tiveste alguma vez um momento de felicidade?



quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Estou na nova casa que já não é tao mais nova. Mas nova. 15 dias e algumas visitas. Ele, inominável. O gato. Eu. A escrita. Recriando, tijolo com tijolo, um novo silêncio. Um silêncio talvez menos injusto. Não que eu esteja corrigindo uma injustiça. Apenas estou escrevendo porque me foi dado escrever. Sobre o antes do querer.

Da minha janela sempre vejo duas casas amarelas. O gato se amarra.
A mesa é sem espaço. Livros, sempre menos do que deveriam, sempre ocupando mais espaço do que deveriam ocupar.

A luz natural da nova casa é obtusa, nunca acertada.
A nova casa é uma casa de temporada. Como sempre. Como a vida.


Tudo que existe - existe para acabar.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Pois é. Existe o profissional das letras. Mas  se lê sem entender que escrever não é para mostrar já era. Escrever não revela, quase nunca, o ser. E pessoas, raramente, são. Apenas em contextos muito específicos. Em geral, os seres estão mortos. E enquanto se está vivo, escrever é apenas querer morrer. Escrever é como maquiagem, ou como um porre. É outra coisa. É virar outra coisa.

As derivações são sempre tolas e por isso o profissional é patético.

Compor não é inventar, nem descobrir. É desejar.

sábado, 30 de agosto de 2014

Azedo. Corta. Negocia. Refaz. Viaja. Bebe. Prêmio. Prêmio? Prêmio... caminho em linha reta. Dura. Empacota, chora. Vida que continua, via na linha que corta. Corta. Empacota, desempacota. Perde. Perde muito, muita coisa. Chega.Espaço novo, espaço em branco, alumbre. Repousa. Espera.
Continua,
Bebe.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

O mais importante, em risco.

corte cego na espera de ser poda
não aniquilação.

Encontrei uma receita de doce de leite azedo.