Digito no google: O psicanalista sumiu. Variação: o psicanalista desapareceu.
Não parece ser comum.
Viajei e algumas semanas depois, ele deveria mas não está mais la. Nenhum contato, nenhuma resposta. Apenas o silêncio. Então, questões mais ou menos em ordem cronológica: Será que ele se esqueceu? Que filha da puta, eu vim aqui na chuva. Vou guardar o dinheiro e fazer algo bem legal. Será que ele passou mal? Ele desistiu de mim? será que eu sou incrível e o cara achou que eu era demais? Ou será que eu era muito entediante? Será que ele morreu? Será que fiz algo errado? Mas se for isso, fodas. Mas é bizarro.
domingo, 11 de novembro de 2018
terça-feira, 7 de agosto de 2018
impedimento, imobilização, entrave, embaraço, fechamento, estorvo,
obstáculo, barreira, dificuldade, inibição, interrupção, obstrução, resistência, restrição, travamento.
rodeio, isolamento,
assédio, sítio, cerco.
bloco, defesa.
O que poderia ter sido. E não foi.
Toda tensão do meu corpo. Todo silêncio.
obstáculo, barreira, dificuldade, inibição, interrupção, obstrução, resistência, restrição, travamento.
rodeio, isolamento,
assédio, sítio, cerco.
bloco, defesa.
O que poderia ter sido. E não foi.
Toda tensão do meu corpo. Todo silêncio.
quinta-feira, 26 de julho de 2018
escavação aprofundada discretamente assimétrica. Piloto sem avião, capitão sem navio.
- cabe a cada um assumir sua revoltante absurdidade e lidar com ela.
- Isso já é ter ( uma) razão.
- prefiro pensar que estamos condenamos a ser assistidos pelo demônio. E assustados também, por dentro.
- Nesse sentido, o maior absurdo é a metáfora do partir.
- sim, a forma é extrínseca, mas Ninguém a abandona
- cabe a cada um assumir sua revoltante absurdidade e lidar com ela.
- Isso já é ter ( uma) razão.
- prefiro pensar que estamos condenamos a ser assistidos pelo demônio. E assustados também, por dentro.
- Nesse sentido, o maior absurdo é a metáfora do partir.
- sim, a forma é extrínseca, mas Ninguém a abandona
segunda-feira, 28 de maio de 2018
quinta-feira, 24 de maio de 2018
O cérebro ativo como vento em alto mar. Correndo por tudo, veloz. Vejo o lado de fora, me importo. Tenho tantos receios. Mas sei que as pernas agora estão mais firmes e mereço isso, portanto não me sinto preocupada em desviar o olhar. Sinto calada a dor dos demais em mim, mas não me sinto obrigada a me reduzir a isso. Culpa já não sinto mais. Misto de se importar e não estar nem ai. Sei que não sou forte o bastante, sozinha. é preciso crescer, fundar raízes e avançar. cultivar e agredir.
quarta-feira, 18 de abril de 2018
segunda-feira, 26 de março de 2018
segunda-feira, 5 de março de 2018
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018
Leio agora: de qualquer modo o mundo continua.
Sim, e sem você, sem mim. Sem os palhaços, sem o carnaval. Sem as fotografias bonitas das mesmas pessoas sempre. Respiro fundo.
Agora todos, mesmo os lindos, querem meu voto. Vou vomitar.
Caminhei muito hoje. Quase cruzei a cidade a pé.
E não era em bando. Não tinha tambores. Porque vivemos perdidos na cidade. Vivemos sozinhos na cidade.
Lutamos apenas para não morrer.
O resto é como uma música de Django, que embala mas não promete nada.
O que continua?
Não há nada a esperar, somente o pior.
Sim, e sem você, sem mim. Sem os palhaços, sem o carnaval. Sem as fotografias bonitas das mesmas pessoas sempre. Respiro fundo.
Agora todos, mesmo os lindos, querem meu voto. Vou vomitar.
Caminhei muito hoje. Quase cruzei a cidade a pé.
E não era em bando. Não tinha tambores. Porque vivemos perdidos na cidade. Vivemos sozinhos na cidade.
Lutamos apenas para não morrer.
O resto é como uma música de Django, que embala mas não promete nada.
O que continua?
Não há nada a esperar, somente o pior.
terça-feira, 6 de fevereiro de 2018
Pouca satisfação a vida oferece.
A maioria delas, em modo negativo: não ceder, não cair, não desanimar, não se quebrar.
Talvez por isso, a cada contemporâneo, a expressão em forma de "auto-ajuda" seja tão bem-vinda, tão aceita. Na dura conjugação entre possível e necessário, precisamos de apoios.
Mas, por que diabos a expressão desse meu contemporâneo tem que ser tão óbvia, tão esparramada por uma superfície, preenchendo todos os seus buracos, todos os seus vazios?
que é preciso cura, tenho certeza. Que ela não seja impossível, isso dói.
A maioria delas, em modo negativo: não ceder, não cair, não desanimar, não se quebrar.
Talvez por isso, a cada contemporâneo, a expressão em forma de "auto-ajuda" seja tão bem-vinda, tão aceita. Na dura conjugação entre possível e necessário, precisamos de apoios.
Mas, por que diabos a expressão desse meu contemporâneo tem que ser tão óbvia, tão esparramada por uma superfície, preenchendo todos os seus buracos, todos os seus vazios?
que é preciso cura, tenho certeza. Que ela não seja impossível, isso dói.
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