sábado, 26 de fevereiro de 2011

Te encontro nas salas obscuras, de grandes egos e pequenas almas...... do nada, e é.
Primeiro uma diversão. Depois, uma surpresa.
Um medo. Uma alegria.
Encanto.
E o abismo do pouco-tempo-muita-distância.

O que poderá conter essa fúria, se recíproca?


Puro desperdício. Lugar nenhum como destino.



Delícia.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Tempo

Coisas
Pessoas
que nunca mais vi. Algo que não é, outra vez.
Algo que lhe opõe. Algo que renuncia.
E, jamais.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Estou pra poucos amigos.

A situação sem solo provoca dois labirintos: um como ansiedade , outro como tédio.




Profundamente superficiais.


Janeiro é uma porcaria de mês sem graça.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Sempre tive aquela consciência fria que o deslocava. Sentia o calor dos olhos castanhos, irrascíveis, constantes.

E ele sabia que não haveria nada no mundo que a fizesse, de fato,

feliz.

domingo, 19 de dezembro de 2010

a estranha, sinistra e demoníaca. o inexprimível, tirânico, o imoral.
cada um em mim, para cada um
um desastre. Cadência desenfreada por uma perseguição de idéias.
Incapacidade de


projeção dilacerante.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

não sei o que pensar.
não sei pensar
não.

me sinto tão às avessas. Nada.
Nem me olhar no espelho eu conseguia.
Tenho horror.


Day after.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Dando continuidade aos meus estudos sobre minha (falta de ) personalidade.

Num estágio mais avançado, chego a crer com ironia no clichê do entre parênteses. Algo mais verdadeiro seria : DAndo continuidade aos meus estudos sobre minha falta de ( personalidade). Mas não há porque ser verdadeiro. Não há nada.


Então, tenho me tornado uma zen-estóica-pós-moderna.
Muito me chega aos ouvidos. Pouco realmente acrescenta por si mesmo. De tempos em tempos isso: tudo parece estreito, sujo, mal ventilado.
Mas eu sei driblar!
Resolvo o seu problema, e
ainda estou em busca do imperdoável.

domingo, 5 de dezembro de 2010

eu me inventei, desolada e encantadora, ou não tive escolha?
à primeira vista há em tal dúvida uma radical insegurança ou necessidade de auto-afirmação.
de maneira tranquila sei que não,
acostumada que sou na arte de me reduzir.
Por outro lado, não um eu, mas a palavra padece da mais sofrida insegurança e da urgência de se afirmar.
O eu, nebulosa de coisa alguma, é pequeno e vive à deriva procurando agarrar-se... O eu quer apenas sobreviver.

A palavra, por sua vez, tem sonhos grandiosos, e quer ganhar o mundo.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Sempre quis morrer aos 30.

No fundo, a vida foi mais generosa do que eu pensei que poderia.
Ainda assim, não me importaria em partir.
ça ne fait rien.
Imaginação,
ou memória, tudo já foi dito e feito.
Uma questão de
boa vontade permanecer aqui.
Ainda posso jogar esse jogo insensato? Certamente.
MAS,
A cultura geral quer fazer da palavra saber um verbo sem complementos.
A vida cotidiana À espreita, como uma ameaça. Pior que a morte mesmo.
E eu que posso escutar o imenso rumor, e que posso desdenhar e admirar a Lei e o Silêncio, espero, sem que se possa decidir entre a aparição e o desaparecer, entre o medo e a esperança,
entre o fim e a manhã de domingo,
verdade do jogo ou loucura do retorno...Seulement l'absence se repose sans repos.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

CaCiLdA!
Seis 6 seis 6 seis

tudo ainda está a ser
pensando.