sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Como assumir a forma do destino?
naufrágio.
ilusões, hábitos, pulsões e clichês. tudo esquecimento, tudo poesia.

tudo se move sob um alto grau de incerteza nessa base afetivo-filosófica des-fundamentada. Dinamicidade incapaz de assumir uma direção. Vamos lá?
não, não vou não.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Adoro jogos de tabuleiro.
Mas o professor me diz que tudo é consumo e violência.

Caio em uma perplexidade sem solução. Membros deformados. Mente aberta e vazia.
Céus.
Seria eu um simbolo de um gosto bizarro e...
cativante?

Qualquer um pode qualificar de cinismo o que escrevo aqui. Mas nunca poderão me chamar de hipócrita.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

De mãos vazias e coração gelado;

o dia seguinte, o ano seguinte, a vida seguinte à
fatalidade.

sopro azul.

A base paradoxal dos sentimentos modernos.


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Foda-se o inferno lá fora: Eu Chovo.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

café
bus
cemitério


experiências de igualdade.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

A história é sempre a mesma.
a gente reconta.

vai vendo o fim e refazendo,
reavendo
revendo;
reafirmando o que falta.
O que há, há de menos.


domingo, 14 de dezembro de 2014

en revanche. Por outro lado, Porque a cidade é inseparável de suas migalhas.

história aos tropeços.
um ônibus que sempre leva ao lugar errado.

sempre tanta coisa acontecendo.

Realizar o sentido sem seta.
Tem de ser um viver sem porquê.


segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Um nota sobre esse dia.

Pois bem,
mais um ano.

essa coisa estranha chamada
Aniversário
sempre um ótimo e imperdível motivo para juntar-se  aos companheiros próximos e beber ( o que venho fazendo com exímia perfeição há dias) por reunir todas as duas boas razões pelas quais a vida é impossível sem beber:
perdemos  e ganhamos.
No fim, é um tipo de poder que não se contenta, e que por isso recobra sua existência a cada vez que é necessário reinventar-se.
E esse ano foram muitas as vezes em que tive que me mover por entre
 as discretas fronteiras entre o que imaginamos e o que ainda não imaginamos.

Apesar de tudo, foi um ótimo ano.
(Por examplo,  o maior problema nesse momento é descobrir como tirar mancha de vinho tinto do carpete do pequeno quarto alugado em Paris.)

sábado, 27 de setembro de 2014

o caminho vai do que lhe pertence ao que me pertence.

isso é um homem. Ele corre. para o que quer, ou do quer.
risco iminente de não escapar a sua precariedade.

Beckett me assombra.
 : tiveste alguma vez um momento de felicidade?



quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Estou na nova casa que já não é tao mais nova. Mas nova. 15 dias e algumas visitas. Ele, inominável. O gato. Eu. A escrita. Recriando, tijolo com tijolo, um novo silêncio. Um silêncio talvez menos injusto. Não que eu esteja corrigindo uma injustiça. Apenas estou escrevendo porque me foi dado escrever. Sobre o antes do querer.

Da minha janela sempre vejo duas casas amarelas. O gato se amarra.
A mesa é sem espaço. Livros, sempre menos do que deveriam, sempre ocupando mais espaço do que deveriam ocupar.

A luz natural da nova casa é obtusa, nunca acertada.
A nova casa é uma casa de temporada. Como sempre. Como a vida.


Tudo que existe - existe para acabar.