segunda-feira, 20 de junho de 2016

aperto sem nome, suave e persistente. Inexplicável.  Espalha-se concentricamente. Nada deixa de contaminar.  Encontra a primeira consciência e o primeiro universo, e a tudo corrói.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

frio. O que ecoa vive só, para dentro e para fora. concha, abismo.

domingo, 5 de junho de 2016

Não tem jogo, Não mais
ficar, ficando. 
Não era tanto. Era onda. Era bom. Era transitório. 
Agora apenas silêncio.
Mas ainda estou aqui. 
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segunda-feira, 30 de maio de 2016

Ilha amorfa e intratável. Pesada, podre. Infecunda. Doída.
Boiando incomunicável em sua solidão, insuficiência e inutilidade.
Transformando-se em algo,
Eu mesmo.

domingo, 29 de maio de 2016

um atropelamento que não mata, só deixa um cansaço, uma ressaca. Uma dor e uma preguiça, mas também uma falta de entendimento porque, no fundo, não se explica.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Dificilmente volto ao que escrevo aqui, mas me reconforta saber das letras guardadas. Então escrevo sobre hoje, para não esquecer que cruzei a cidade, Flamengo- Gávea- Centro- Flamengo, debaixo de chuva, um dia bizarro, normal, entristecido. Tudo igual, e tudo diferente. Assim é o evento histórico, assim é um golpe de estado. Esse foi assim, pelo menos.

domingo, 1 de maio de 2016

raízes frágeis demais para se aprofundar: o Bambu não é feliz. Não que a profundidade pudesse salvá-lo de tal destino. Todo rumo à superfície já está traçado pelas finas e ramificadas entranhas que o sustentam. O vento molda seu caráter; faz aparecer sua única força: a resistência, essa força nascida da negação. O bambu é um refém do conflito, mas sem ele não pode existir. Ele se curva à tudo, jamais se impõe. Todavia, estará lá.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Naquele dia, como de costume, acordei às 5 e 30 da manhã. Mas não consegui levantar. Ainda tinha gosto das cervejas de três noites anteriores e ainda mais o cansaço das duas primeiras, em que a leve embriaguez somava-se a uma boa companhia. Tempo estranhos, ambíguos. Armados por uma instabilidade que ganha muitas faces. Projeta muitos horizontes, todos em névoa. Mas bem, naquele dia acordei com o gato em cima de mim, gosto de cerveja na boca, estomago azedo. Não fui correr. Voltei a dormir. A gente não sabe o que sentir, qualquer coisa pode acontecer, inclusive nada demais. Mas essa é uma impressão não correta. Algo aconteceu, só vai demorar para entender.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

todo estranhamento e inquietude pudessem ser resolvidos com uma banana, ou nozes. Um copo de leite. Um pouco de sol. Mas nada, a gente corre, a gente come, a gente tenta.

E tudo só descompasso e desconexão.

sábado, 9 de abril de 2016

Afogar não afoga. Chegar até chega,  mas sem viço, sem frescor. sem gosto, passadas.Mas não sei o que está estragado, a coisa ou a língua.

eu não consigo.