é da varanda que vejo um pássaro que corta o céu como uma ausência sem nome. E vejo as pessoas que atravessam, bêbadas, numa coreografia bizarrra entre os carros que seguem, determinados, seu cartesiano sentido. é da varanda que alguém me vê, cigarro, vinho, pijama,livro, gatos, a ver?
domingo, 26 de março de 2017
quinta-feira, 9 de março de 2017
terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
quarta-feira, 28 de dezembro de 2016
quarta-feira, 21 de dezembro de 2016
quinta-feira, 15 de dezembro de 2016
o que é sentir saudades daquilo que se está feliz em ter abandonado?
Como é difícil escrever. Mesmo sobre as coisas boas. Porque tudo deixa um rastro mesmo o não agradável. A escrita é cética. Ela nos faz duvidar mesmo quando tudo aponta para a certeza de que as cosias novas são melhores que aquelas deixadas para trás; Deve ter sido mais simples num tempo em que a consciência não era tão questionada. Apenas a certeza do tempo servia. Mas para um ambiente de tão grande niilismo isso de nada serve. Há certezas. Contudo, mesmo elas se desvanecem ao som da memória, mesmo quando ela é composta de imagens duvidosas. Difícil explicar.
Estou bem,
Tenho certeza de que esse é o melhor caminho e de que não abandonei nada essencial.
E essa hesitação?
Talvez
da certeza de que ainda há algo importante a ser dito. dessa incerteza. da certeza da inutilidade desse caminho e ao mesmo tempo.....
eu preciso estar aqui,
saber me deixa tranquila. isso não é felicidade.
é um caminho.,
Como é difícil escrever. Mesmo sobre as coisas boas. Porque tudo deixa um rastro mesmo o não agradável. A escrita é cética. Ela nos faz duvidar mesmo quando tudo aponta para a certeza de que as cosias novas são melhores que aquelas deixadas para trás; Deve ter sido mais simples num tempo em que a consciência não era tão questionada. Apenas a certeza do tempo servia. Mas para um ambiente de tão grande niilismo isso de nada serve. Há certezas. Contudo, mesmo elas se desvanecem ao som da memória, mesmo quando ela é composta de imagens duvidosas. Difícil explicar.
Estou bem,
Tenho certeza de que esse é o melhor caminho e de que não abandonei nada essencial.
E essa hesitação?
Talvez
da certeza de que ainda há algo importante a ser dito. dessa incerteza. da certeza da inutilidade desse caminho e ao mesmo tempo.....
eu preciso estar aqui,
saber me deixa tranquila. isso não é felicidade.
é um caminho.,
segunda-feira, 21 de novembro de 2016
O eu de quem falo é alguém de quem me recordo, algumas vezes apenas vagamente. Os amigos-amantes trazem consigo livros eróticos, bebidas e cigarros. E tudo é, aparentemente, desviado e perverso. A correção e correnteza que pautam esse eu tantas vezes distante é subterrânea. Se esconde, estratégia mística, evita tornar-se um exemplo, odeia a pedagogia. Em público, louva o acaso e todas as desgraças, para manter a coragem, a força e o pouco de paz que conseguiu carregar, a salvo. Não se trata, todavia, de um duplo. A antinomia aqui é marcada unicamente por aquilo que deu pra fazer, por isso, a despeito da amoralidade, é rigoroso, necessário e verdadeiro.
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