terça-feira, 20 de junho de 2017

Abrir o caderno 5 das anotações e rascunhos. Ler; a morte não é forma, não poder ser. Imagem é o que lhe resta.
Copiar a cópia então. Seguir. Caminhar. Não trabalhar, não produzir, pois o que se faz aqui é pôr em condições de liberar uma energia. Poiético anti-poético. Aliás,é possível Amar a poesia e desprezar os poetas?

quarta-feira, 24 de maio de 2017

O que interdita, o que obstrui nossa passagem,é um mundo sem familiaridade. É o mundo, aquele sem medida comum com nossos pensamentos.
Onde não se está bem e caso assim esteja, é ainda mais delírio. Os
Desesperados de não ser deus se perguntam ainda se podem ser deuses uns para os outros.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Não existe um lugar melhor que encontrar um (novo) poeta.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

- Sem saber nada. Um, dia, outro dia, outros, mais alguns. Depois, nós seremos velhos e então, morreremos.Estou decidida a tentar, entre uma coisa e outra, não ter uma existência totalmente miserável. Acho que não será impossível porque eu não me importo com quase nada e preciso de muito pouco. Não estou disposta a deixar nada e não me interesso pelo que pensam de mim.

- Quero dilapidar-me,
como diamante.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

A normalidade é sempre o mais forte. Força implacável, chocante. A sensibilidade para o absurdo não pode reivindicar nenhuma prioridade concreta em  relação ao normal, que ocupa. O absurdo é real e mortífero. E a vida precisa continuar.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Eu sabia que o tempo estava acabando. Ou meu tempo no Rio ou eu mesmo no Rio. O certo é que nada duraria. O oposto do que sinto agora, em que a duração parece estender-se a um perigoso mas também impossível para sempre.
Tempo e reserva. Não sei se raízes. Duvido.
Mas, colheita.

domingo, 26 de março de 2017

é da varanda que vejo um pássaro que corta o céu como uma ausência sem nome. E vejo as pessoas que atravessam, bêbadas, numa coreografia bizarrra entre os carros que seguem, determinados, seu cartesiano sentido. é da varanda que alguém me vê, cigarro, vinho, pijama,livro, gatos,  a ver?

quinta-feira, 9 de março de 2017

Esperanças, ansiedades e pavores. Quando tudo aconteceu,
sobrou apenas a terrível vitória e solidão.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Tanta coisa,
Pensam de mim, falam de mim, sentem.
Olham por mim, apreciam por mim, sofrem por mim.
Pedem.
Tanta coisa.
Desejam.

E eu:
Fodas

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

começo.  tudo que deveria ser e foi. Como continuar depois de já ter sido?