quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Estou pra poucos amigos.

A situação sem solo provoca dois labirintos: um como ansiedade , outro como tédio.




Profundamente superficiais.


Janeiro é uma porcaria de mês sem graça.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Sempre tive aquela consciência fria que o deslocava. Sentia o calor dos olhos castanhos, irrascíveis, constantes.

E ele sabia que não haveria nada no mundo que a fizesse, de fato,

feliz.

domingo, 19 de dezembro de 2010

a estranha, sinistra e demoníaca. o inexprimível, tirânico, o imoral.
cada um em mim, para cada um
um desastre. Cadência desenfreada por uma perseguição de idéias.
Incapacidade de


projeção dilacerante.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

não sei o que pensar.
não sei pensar
não.

me sinto tão às avessas. Nada.
Nem me olhar no espelho eu conseguia.
Tenho horror.


Day after.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Dando continuidade aos meus estudos sobre minha (falta de ) personalidade.

Num estágio mais avançado, chego a crer com ironia no clichê do entre parênteses. Algo mais verdadeiro seria : DAndo continuidade aos meus estudos sobre minha falta de ( personalidade). Mas não há porque ser verdadeiro. Não há nada.


Então, tenho me tornado uma zen-estóica-pós-moderna.
Muito me chega aos ouvidos. Pouco realmente acrescenta por si mesmo. De tempos em tempos isso: tudo parece estreito, sujo, mal ventilado.
Mas eu sei driblar!
Resolvo o seu problema, e
ainda estou em busca do imperdoável.

domingo, 5 de dezembro de 2010

eu me inventei, desolada e encantadora, ou não tive escolha?
à primeira vista há em tal dúvida uma radical insegurança ou necessidade de auto-afirmação.
de maneira tranquila sei que não,
acostumada que sou na arte de me reduzir.
Por outro lado, não um eu, mas a palavra padece da mais sofrida insegurança e da urgência de se afirmar.
O eu, nebulosa de coisa alguma, é pequeno e vive à deriva procurando agarrar-se... O eu quer apenas sobreviver.

A palavra, por sua vez, tem sonhos grandiosos, e quer ganhar o mundo.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Sempre quis morrer aos 30.

No fundo, a vida foi mais generosa do que eu pensei que poderia.
Ainda assim, não me importaria em partir.
ça ne fait rien.
Imaginação,
ou memória, tudo já foi dito e feito.
Uma questão de
boa vontade permanecer aqui.
Ainda posso jogar esse jogo insensato? Certamente.
MAS,
A cultura geral quer fazer da palavra saber um verbo sem complementos.
A vida cotidiana À espreita, como uma ameaça. Pior que a morte mesmo.
E eu que posso escutar o imenso rumor, e que posso desdenhar e admirar a Lei e o Silêncio, espero, sem que se possa decidir entre a aparição e o desaparecer, entre o medo e a esperança,
entre o fim e a manhã de domingo,
verdade do jogo ou loucura do retorno...Seulement l'absence se repose sans repos.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

CaCiLdA!
Seis 6 seis 6 seis

tudo ainda está a ser
pensando.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Felicidade, fui ao cinema. ( antes preciso deixar claro que não vejo somente filmes nacionais, tenho visto altos filmes, mas só agora tomei a decisão de comentar quase todos. )
Como uma totalidade, suprema felicidade não me pareceu um bom filme, talvez retrô demais. Mas se pensarmos em quadros, há ali várias pequenas obras primas. Vim pensando isso na volta pela rua do catete. Gosto do cinema que o Jabor faz, não tenho essas recusas esquerdistas.
Ahhhhhhhhhhhhh a sensibilidade cínica que só um direitoso pode ter... é preciso saber apreciar isso.

Eu, em geral, não sou feliz.Acho que a felicidade atrapalha. Aquieta, acomoda, assegura. Mas também não sou triste.
Preceptora apenas.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

É preciso gostar para
destruir.
A imensa ferida que inevitavelmente torna a palavra não positiva e pública em sua desgraça, a fragilidade da exposição, espaço rarefeito em que se respira com dificuldade.
Nada disso se faz sem paixão.
Somente um desejo desmedido avança sobre a humana e vil necessidade de segurança para
absolutamente,
destruir.

Como um soldado secreto, o amante caça o amado até que...