Todos tem cabelos lindos, mesmo desgrenhados. E estão incrivelmente bem vestidos. A pele é indiscutivelmente viçosa e as crianças, todas, espertas, inteligentes, agitadas na medida certa. A grama verde e a tarde linda, um céu azul bonito no pôr-do-sol.
Como é insuportável.
quarta-feira, 18 de abril de 2018
segunda-feira, 26 de março de 2018
segunda-feira, 5 de março de 2018
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018
Leio agora: de qualquer modo o mundo continua.
Sim, e sem você, sem mim. Sem os palhaços, sem o carnaval. Sem as fotografias bonitas das mesmas pessoas sempre. Respiro fundo.
Agora todos, mesmo os lindos, querem meu voto. Vou vomitar.
Caminhei muito hoje. Quase cruzei a cidade a pé.
E não era em bando. Não tinha tambores. Porque vivemos perdidos na cidade. Vivemos sozinhos na cidade.
Lutamos apenas para não morrer.
O resto é como uma música de Django, que embala mas não promete nada.
O que continua?
Não há nada a esperar, somente o pior.
Sim, e sem você, sem mim. Sem os palhaços, sem o carnaval. Sem as fotografias bonitas das mesmas pessoas sempre. Respiro fundo.
Agora todos, mesmo os lindos, querem meu voto. Vou vomitar.
Caminhei muito hoje. Quase cruzei a cidade a pé.
E não era em bando. Não tinha tambores. Porque vivemos perdidos na cidade. Vivemos sozinhos na cidade.
Lutamos apenas para não morrer.
O resto é como uma música de Django, que embala mas não promete nada.
O que continua?
Não há nada a esperar, somente o pior.
terça-feira, 6 de fevereiro de 2018
Pouca satisfação a vida oferece.
A maioria delas, em modo negativo: não ceder, não cair, não desanimar, não se quebrar.
Talvez por isso, a cada contemporâneo, a expressão em forma de "auto-ajuda" seja tão bem-vinda, tão aceita. Na dura conjugação entre possível e necessário, precisamos de apoios.
Mas, por que diabos a expressão desse meu contemporâneo tem que ser tão óbvia, tão esparramada por uma superfície, preenchendo todos os seus buracos, todos os seus vazios?
que é preciso cura, tenho certeza. Que ela não seja impossível, isso dói.
A maioria delas, em modo negativo: não ceder, não cair, não desanimar, não se quebrar.
Talvez por isso, a cada contemporâneo, a expressão em forma de "auto-ajuda" seja tão bem-vinda, tão aceita. Na dura conjugação entre possível e necessário, precisamos de apoios.
Mas, por que diabos a expressão desse meu contemporâneo tem que ser tão óbvia, tão esparramada por uma superfície, preenchendo todos os seus buracos, todos os seus vazios?
que é preciso cura, tenho certeza. Que ela não seja impossível, isso dói.
segunda-feira, 29 de janeiro de 2018
Com a visão mais clara possível - aquela que só POSSÍVEL pela rigidez das formas e na mesma medida, pela constante dor - , retorno aos Ks da (minha) vida. Kant, certo. Mas também Kierkegaard. Ambos sobre a imaginação: agente e poder da infinitização. Diferentes. Em muito casos, oponentes. E por isso mesmo, tão próximos.
O desespero que se perde no infinito é, SEM DÚVIDA, imaginário.
Mais ao longe, mais um K- kafka:
"Assim eu vacilo, portanto,voo incessantemente ao topo da montanha, mas praticamente não consigo me deter um momento sequer lá em cima. Outros também vacilam, mas em regiões baixas, com formas maiores; se elas ameaçam cair, então o parente, que vai ao seu lado para este fim, as detém. Eu, no entanto, vacilo la em cima, infelizmente, isto não é a morte, mas os tormentos eternos de morrer"
O desespero que se perde no infinito é, SEM DÚVIDA, imaginário.
Mais ao longe, mais um K- kafka:
"Assim eu vacilo, portanto,voo incessantemente ao topo da montanha, mas praticamente não consigo me deter um momento sequer lá em cima. Outros também vacilam, mas em regiões baixas, com formas maiores; se elas ameaçam cair, então o parente, que vai ao seu lado para este fim, as detém. Eu, no entanto, vacilo la em cima, infelizmente, isto não é a morte, mas os tormentos eternos de morrer"
quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
Tudo parado. Apenas música e alguma poesia. E a bagunça dos gatos.
A cabeça dói de formas inéditas. O estômago permanentemente enjoado, Tudo girando em torno de um orgão, que funciona como dispositivo e os artefatos que dele derivam.
Nem é pura ansiedade. Nem puro medo. Uma mistura dos dois.
A fragilidade do corpo, a petulância do acaso, o peso da LEI.
A cabeça dói de formas inéditas. O estômago permanentemente enjoado, Tudo girando em torno de um orgão, que funciona como dispositivo e os artefatos que dele derivam.
Nem é pura ansiedade. Nem puro medo. Uma mistura dos dois.
A fragilidade do corpo, a petulância do acaso, o peso da LEI.
quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
Uma semana e meia com as vistas embaçadas. Na verdade, apenas mais embaçada do que o que foi o normal esses últimos dez anos. Isso é, vejo o mundo enviesado por anos e agora, junto da revelação de uma topografia incuravelmente irregular, me prometem, por meio de outra prótese, uma nova visão ,que chega em alguns dias.
O que pode ser mais terrível: ver os outros, ver a mim mesmo?
Ver que nada foi visto?
O que pode ser mais terrível: ver os outros, ver a mim mesmo?
Ver que nada foi visto?
sexta-feira, 5 de janeiro de 2018
Poucas vezes, A natureza inútil da vida se mostra. Quando acontece: é como colocar roupa suja no varal.
Depois de cervejas em litros, ouço atentamente sobre os benefícios do eletrochoque para o tratamento da depressão:
- Um corpo se entrega ao choque em busca de cura ou penitência?
Quando jogo o pescoço para trás, busco ver o céu.
Depois de cervejas em litros, ouço atentamente sobre os benefícios do eletrochoque para o tratamento da depressão:
- Um corpo se entrega ao choque em busca de cura ou penitência?
Quando jogo o pescoço para trás, busco ver o céu.
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